Conecte-se Ano Internacional do Arroz Na busca por atender problemas como a fome e a desnutrição, entre outros, no dia 31 de outubro a Assembléia Geral das Nações Unidas declarou 2004 como o Ano Internacional do Arroz. Setenta por cento dos 1,3 bilhão de pobres no mundo vivem na Ásia, e para eles o arroz é o principal alimento.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), é urgente a necessidade de aumentar a oferta de arroz, devido à crescente demanda por parte de uma população de renda muito limitada cujo número aumenta exponencialmente.
Um estudo do International Rice Research Institute (IRRI) assinala que o cidadão médio em países como Bangladesh, Vietnã e Myanmar, consome entre 150 e 200 quilos de arroz por ano, o que representa dois terços ou mais das calorias consumidas e cerca de 60% do consumo diário de proteína. “Para os mais pobres, o arroz é um luxo”, diz o estudo.
Entre as características deste cereal se destacam seu baixo nível de sódio e colesterol zero. O arroz também é fonte importante de vitaminas (tiamina, riboflavina e niacina) e minerais (fósforo, ferro e potássio) e de maneira mais limitada de proteínas (contém os oito aminoácidos essenciais para o corpo humano). A isso deve-se somar seu baixo custo e versatilidade para o cultivo.
Em nível mundial foram produzidos mais de 585 milhões de toneladas métricas em 2002, 84% em países asiáticos. Os maiores consumidores encontram-se na Ásia (91%), América Latina (3,7%) e África (3,44%). A expectativa de que uma demanda maior de arroz exceda sua produção levou organismos como a FAO a apoiar o desenvolvimento e implementação do denominado arroz híbrido (resultado da combinação de duas espécies). Descobertas em 1974 por cientistas chineses, as variedades híbridas produzem atualmente de 15% a 20% mais do que o obtido com outras variedades de arroz.
Junto com a pobreza aparece a desnutrição. Segundo dados da não-governamental Bread for the World Institute, existem 840 milhões de pessoas desnutridas no mundo. Delas, mais de 95% estão em países em desenvolvimento e mais de 153 milhões são menores de cinco anos. Calcula-se em seis milhões as crianças menores de cinco anos que morrem de fome a cada ano.
Enquanto estima-se que terra, água e mão-de-obra, em conjunto, estão diminuindo em países produtores de arroz, há quem apresente outro tipo de questionamentos em torno do debate sobre a fome no mundo.
Entre outros, a Organização Mundial da Saúde assinala que “a fome é conseqüência da má distribuição e da iniqüidade, não da falta de alimento”. * |