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Uma de cal, outra de areia
Durante 2002, soube-se que mais de 11 mil espécies estão ameaçadas no planeta. Uma reunião mundial realizada em novembro para proteger a flora e a fauna do comércio ilegal conseguiu resultados bons e ruins. E o fechamento do ano foi turbulento para os seres vivos na costa norte da Espanha, por causa de um vazamento de petróleo.

A União Mundial para a Natureza (UICN) registrou, em 2002, a existência de 11.167 espécies ameaçadas de extinção, 121 a mais do que em 2000. O antílope saiga, o camelo bactriano silvestre o lince ibérico foram catalogados como “em perigo crítico”, enquanto duas espécies de cactos foram declaradas extintas.

O elefante africano tampouco saiu-se bem no ano que termina. Dois mil delegados presentes à XII Conferência das Partes da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (Cites) autorizaram, de maneira parcial, exportações de marfim que comprometem o futuro deste mamífero gigante.

Entretanto, na reunião, realizada em Santiago do Chile, entre 3 e 15 de novembro, houve avanços substanciais na proteção de algumas espécies, entre elas as baleias minke e bryde, os tubarões baleia e peregrino e os cavalos marinhos. Infelizmente outras espécies marinhas tiveram um destino infeliz: sofrerão por anos os estragos da mancha de petróleo que vaza do navio Prestige, que afundou no dia 19 de novembro nas costas da Espanha.

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