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Ecobreves

 COLÔMBIA 
 
 Avança a erradicação manual da coca


BOGOTÁ., (Tierramérica).- Três mil famílias do departamento de Antioquia se beneficiam do programa governamental Famílias Guarda-Florestas, de erradicação manual de cultivos ilícitos e proteção do meio ambiente, desenvolvido há um ano e meio.

Porta-vozes de beneficiários das localidades de Necoclí e Turbo informaram, no dia 9 de agosto, que já erradicaram 1,6 mil hectares de plantação de coca, recebendo do governo US$ 260 por pessoa a cada dois meses, além de assistência técnica para outros cultivos.

Entretanto, a principal aposta do governo na matéria é a fumigação com o herbicida glifosato, aplicada em 2003 sobre 11.731 hectares, o que, de acordo com ambientalistas, causa grave prejuízo à saúde humana e ao meio ambiente.

Ricardo Vargas, representante na Colômbia da Ação Andina, um grupo que estuda o problema do narcotráfico, disse ao Terramérica que a erradicação manual deve ser parte de uma política integral de desenvolvimento local.


 MÉXICO 
 
 Monarcas em perigo


MÉXICO, (Tierramérica).- O desmatamento ilegal está arrasando santuários da borboleta monarca (Danaus plexippus) no México, afirmou Homero Aridjis, diretor do ambientalista Grupo dos Cem. Isso “demonstra que funcionários do governo são uns incompetentes em ecologia e não passam da categoria de 'burocratas novatos'”, disse ao Terramérica.

No dia 8 de agosto, as autoridades anunciaram o deslocamento de dezenas de soldados para combater o desmatamento de oyamel (Abies religiosa) onde essas borboletas se abrigam para reprodução.

A medida foi tardia e insuficiente, já que “as máfias” que cortam as árvores entram armadas e aos milhares nos santuários, afirmou Aridjis.

A cada ano, as monarcas migram cinco mil quilômetros, da região dos Grandes Lagos, no Canadá e Estados Unidos, para o centro do México.

Quarenta e quatro por cento dos 52 mil hectares de florestas onde as monarcas se refugiam sofreu degradação nas últimas três décadas, afirmou o Fundo Mundial para a Natureza.


 PERU 
 
 Aumenta a polêmica sobre gasoduto


LIMA, (Tierramérica).- Aberta a válvula de um gasoduto de 700 quilômetros, que chega à capital peruana partindo das selvas de Camisea, ao sul do país, aumentam as críticas ao projeto

A Sociedade Nacional do Meio Ambiente (SNA) pediu ao Banco Interamericano de Desenvolvimento, que financia o projeto, uma auditoria independente sobre o impacto do gasoduto, inaugurado no dia 5 de agosto, e de uma usina de fracionamento de gás prevista para ser construída na Baía de Paracas, junto a uma reserva natural.

Maria Elena Foronda, presidente da SNA, rejeitou as afirmações do ministro da Energia, Jaime Quijandría, que sustenta que o impacto ecológico e social em Paracas é mínimo.

Segundo Foronda, a construção do gasoduto deslocou população local, afetou a fauna silvestre e causou doenças antes desconhecidas em quase 80% dos habitantes da reserva de Nbahua Kugapakori.


 ARGENTINA 
 
 Condenado corte na autoridade nuclear


BUENOS AIRES., (Tierramérica).- A filial argentina da organização Greenpeace pediu ao governo que normalize o funcionamento da Autoridade Regulamentadora Nuclear (ARN), um organismo independente criado em 1987 para supervisionar centrais nucleares e controlar o translado de substâncias radioativas.

No final de 2001, as autoridades, encabeçadas pelo presidente Nestor Kirchner, reduziram de seis para três o número de membros do diretório da ARN, e os três cargos eliminados foram os que a lei de 1987 reservava para pessoas designadas pelo Congresso.

Desde então, se mantém a integração reduzida do diretório, e agora o governo designou o general da reserva Raúl Racana para presidir essa agência.

“Pedimos que seja restituído o diretório completo e se evite a designação do militar para evitar a perda de autonomia da ARN”, explicou ao Terramérica Mariana Walter, do Greenpeace.


 GUATEMALA 
 
 Ativistas contra a mineração


GUATEMALA., (Tierramérica).- Ambientalistas guatemaltecos exigem do presidente Oscar Berger que freie o trâmite de 360 pedidos de licença para exploração de ouro, prata e níquel.

“Vão condenar o país com a desculpa de que estão ajudando as comunidades pobres, mas não medem a destruição dos recursos”, disse ao Terramérica a diretora do Coletivo MadreSelva, Magali Rey Rosa.

A empresa canadense Montana começou, em janeiro, a explorar ouro e prata no departamento de San Marcos, e “na área onde trabalham e vivem mais de 30 mil pessoas”, destacou.

“A companhia contratará no primeiro ano cerca de mil pessoas para manipulação de explosivos, mas apenas cerca de 180 terão emprego permanente nos dez anos que tem de permissão para explorar essas riquezas. Isso não é benefício”, afirmou a ativista.

O Terramérica não conseguiu resposta da Montana, que diante de outras críticas assegurou que aplica controles e sistemas que garantem a proteção do meio ambiente e da saúde de seus empregados.


 HONDURAS 
 
 Reflorestamento de ilhas no Golfo de Fonseca


TEGUCIGALPA, (Tierramérica).- Grupos da sociedade civil e autoridades locais de Honduras plantaram, no primeiro final de semana de agosto, cerca de 15 mil árvores para reflorestamento das ilhas de El Conejo e El Tigre, no Golfo de Fonseca, no Pacífico, perto da fronteira com El Salvador.

Foram plantadas árvores frutíferas; que produzem madeiras, e de outras espécies para proteger o meio ambiente e “reivindicar soberania”, disse ao Terramérica Soraya Reyes, governadora do departamento de Valle, ao qual pertencem as ilhas, que foram parte de uma área em disputa com El Salvador.

Esse litígio foi resolvido em 1992 por uma sentença internacional que deu a Honduras dois terços dos territórios em disputa, incluindo as duas ilhas.

Jorge Varela, do Comitê para a Defesa da Flora e Fauna do Golfo de Fonseca, disse ao Terramérica que o reflorestamento busca conservar a flora e a fauna ameaçadas e proteger bacias que abastecem de energia térmica a região.


*Fonte: Inter Press Service.
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