TEGUCIGALPA, (Tierramérica).- A group of Honduran investors built the first "clean energy" plant run on waste pulp from the African palm. Constructed in northern Honduras, it can generate 600 kilowatts per hour.
''It's a pilot project that we hope to expand to the rest of the country and throughout Central America,'' Carlos Menjívar, head of Palmas Centroamericanas (PALCASA), one of the project's promoters, told Tierramérica.
The energy plant, in the northern city of Guaymitas in Yoro department, was built with a five-million-dollar contribution from the Central American Economic Integration Bank, BCIE.
Its palm oil extraction capacity reaches 2,500 tons per month, and the plant is expected to supply up to 60 percent of Guaymitas energy demand.
PALCASA is the first Honduran company of its type involving small and medium farmers, and has more than 400 investors.
ARGENTINA
Ecuadorian Indians Fight Oil Company
BUENOS AIRES, (Tierramérica).- A delegation from Ecuador's Kichwa indigenous community, which is embroiled in a dispute with the Argentine oil company CGC in the Ecuadorian Amazon, will head to Buenos Aires this month to meet with civil society groups and officials to seek support for their cause.
A thousand Indians from the Amazon town of Sarayacu since 1996 have been fighting oil drilling by the CGC in what is known as Block 23, located on indigenous ancestral lands. The Kichwa are demanding their right to maintain the virgin forest free from exploitation.
Headed by indigenous leader Marlon Santi, the delegation will try to meet with Argentine officials from the Foreign Ministry, with representatives of CGC itself and others.
The Sarayacu case has already won the support of the Inter-American Court on Human Rights (an independent body of the Organization of American States) and the United Nations Committee on Economic, Social and Cultural Rights.
PERU
Demand for Disaster-Prevention Measures
LIMA, (Tierramérica).- Peru lacks an effect system for preventing extreme impacts from natural disasters, despite being one of the world's most seismically unstable countries and bearing the brunt of El Niño climate phenomena, including floods, drought and mudslides, says president of Red Cross - Peru, Edgardo Calderón.
''It is not enough to hold talks at schools and disseminate information through the press. We must renew preventative strategies throughout the country,'' said Calderón, whose organization revealed that from 1994 to 2003, 445 people died and some four million were left homeless as a result of natural disasters, including earthquakes.
The Civil Defense Institute is drawing up an initiative to be presented to Parliament for setting up a disaster prevention plan and conducting studies of the city of Lima's vulnerability to earthquakes, he added.
Health Minister Pilar Mazzetti told Tierramérica that, among other things, it is essential to increase resources to deal with unseasonable freezes in the mountainous Andes region, ''where geographic vulnerability is aggravated by extreme levels of poverty.''
MEXICO
No Funds for Measuring Pollution
MEXICO CITY, (Tierramérica).- Many types of air pollution in the Mexican capital, including many that cause cancer, cannot be monitored due to the lack of financial support from the government, which ''appears to be uninterested in research,'' complain scientists.
''There are many carcinogens in the city's air, such as benzene, mercury and others, whose levels, origin and health impacts are not known because there is no money to pay for studies,'' Violeta Múgica, a scientist working with the Metropolitan Autonomous University, told Tierramérica.
In the Mexican capital -- also an air pollution capital of the world -- there are state funds for monitoring contaminants like ozone at ground level, nitrogen oxide, lead and suspended particulate. ''There is follow-up for the principal substances, but many other contaminants are excluded,'' said Múgica.
In Mexico, less than 0.5 percent of the gross domestic product is spent on scientific research in general.
HONDURAS
Energia a partir da palma
TEGUCIGALPA, (Tierramérica).- Um grupo de investidores hondurenhos instalou, no norte de Honduras, a primeira usina geradora de energia limpa a partir do bagaço de palma africana, com capacidade de 600 quilowatts/hora.
“Trata-se de um projeto-piloto que esperamos expandir para o resto do país e América Central”, disse ao Terramérica Carlos Mejívar, presidente da empresa Palmas Centro-Americanas (Palcasa), uma das incentivadoras do projeto.
A usina, localizada na localidade de Gaymitas, no departamento de Yoro, foi construída com contribuição de US$ 5 milhões do Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE).
A usina extrai cerca de 2,5 mil toneladas de óleo de palma por mês, e espera-se que atenda até 60% da demanda energética de Guaymitas.
A Palcasa é a primeira empresa hondurenha desse tipo e é integrada por médios e pequenos produtores, contando com mais de 400 investidores.
ARGENTINA
Indígenas equatorianos contra companhia de petróleo
BUENOS AIRES., (Tierramérica).- Uma delegação da etnia kichwa, que mantém um conflito com a Companhia Geral de Combustíveis (CGC, da Argentina) na Amazônia equatoriana, viajará, em novembro, a Buenos Aires para se reunir com diversos setores em busca de apoio para sua causa.
Cerca de mil indígenas da comunidade amazônica de Sarayacu se opõem, desde 1996, à exploração de petróleo por parte da CGC no chamado bloco 23, que fica em suas terras ancestrais, e reclamam seu direito de manter a floresta virgem.
Encabeçado pelo líder indígena Marlon Santi, o grupo tentará se reunir na Argentina com funcionários do Ministério das Relações Exteriores e com a própria CGC, entre outros.
A causa de Sarayacu já conseguiu apoio da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos e do comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da Organização das Nações Unidas.
PERU
Exigidas medidas para prevenir desastres
LIMA, (Tierramérica).- O Peru carece de um sistema eficaz de prevenção de desastres naturais, apesar de ter um dos territórios com maior instabilidade sísmica do planeta e de estar situado em uma zona de impacto do chamado fenômeno El Niño, que periodicamente provoca catastróficas inundações, secas e aluviões, afirmou o presidente da Cruz Vermelha peruana, Edgardo Calderón.
“Não bastam as palestras nas escolas nem a divulgação de informação pela imprensa. É preciso renovar estratégias em todo o país”, acrescentou Calderón, cuja organização revelou que entre 1994 e 2003 morreram, no Peru, 445 pessoas e quase quatro milhões foram afetadas por terremotos, inundações, cheias, secas e geadas.
O Instituto de Defesa Civil prepara uma iniciativa que apresentará ao parlamento para que seja elaborado um plano de prevenção de desastres e uma análise da vulnerabilidade da região metropolitana de Lima frente a terremotos, acrescentou.
A ministra da Saúde, Pilar Mazzetti, disse ao Terramérica que, entre outras coisas, é necessário aumentar os recursos para a prevenção de geadas nas regiões altas andinas, “onde a vulnerabilidade geográfica se agrava pelos extremos níveis de pobreza”
MÉXICO:
Não há dinheiro para medir a poluição
MÉXICO., (Tierramérica).- Múltiplos poluentes atmosféricos da capital mexicana, entre eles vários cancerígenos, não podem ser monitorados por falta de apoio financeiro do governo, que “parece não se interessar pela pesquisa”, denunciaram cientistas.
“Há muitos cancerígenos no ar da cidade, como benzeno, mercúrio e outras substâncias cujo comportamento, origem e conseqüências na saúde ainda não são conhecidos, pois não há dinheiro para financiar pesquisas”, disse ao Terramérica Vileta Múgica, cientista que colabora com a Universidade Autônoma Metropolitana.
Na capital mexicana, uma das metrópoles com maior poluição no planeta, são pesquisados, com dinheiro do Estado, poluentes como o ozônio ao rés do chão, óxido de nitrogênio, chumbo e as partículas suspensas, entre outros.
“Se faz acompanhamento dos principais, mas muitos outros ficam de fora”, afirmou Múgica.
No México, menos de 0,5% do Produto Interno Bruto é dedicado à pesquisa científica. *Fonte: Inter Press Service.