BUENOS AIRES, (Tierramérica).- Ambientalistas alertam que uma parte importante da selva de Las Yungas, na Argentina, pode desaparecer nos próximos cinco anos se forem concretizados os planos de uma empresa que quer desmatar 1400 hectares de floresta para estender seus cultivos de cana-de-açúcar.
Organizações ecologistas, cientistas e sindicatos pediram às autoridades locais e nacionais que suspendam o desmatamento, pois, do contrário, a selva que fica ao pé dos montes, o setor mais vulnerável e que concentra 30% de todas as espécies de Las Yungas, estará extinta em 2008.
Las Yungas, nas províncias de Jujuy e Salta, compreende apenas 2% do território do país, mas concentra a metade de sua biodiversidade. É o hábitat do maior felino da América, o jaguareté (Panthera onca) e de mais de 60% das espécies de aves da Argentina.
COLÔMBIA
Cúpula juvenil
BOGOTÁ, (Tierramérica).- - Experiências, ações e projetos juvenis para construir um meio ambiente melhor serão divulgados na Primeira Cúpula Mundial de Experiências e Iniciativas Juvenis pelo Desenvolvimento Sustentável, que acontecerá de 26 a 30 de agosto, na cidade colombiana de Cartagena.
O encontro é organizado pela ong Corporação Grupo Tayrona, com apoio do Ministério do Meio Ambiente, Habitação e Desenvolvimento Territorial da Colômbia.
A reunião, na qual espera-se a presença de delegados de todo mundo, examinará os desafios juvenis no contexto do cumprimento dos acordos da Cúpula do Rio (Rio de Janeiro, 1992) e da Cúpula Mundial de Desenvolvimento Sustentável (Johannesburgo, 2002).
MÉXICO
Lixo nos pulmões
MÉXICO, (Tierramérica).- A Universidade Autônoma Metropolitana do México (UAM) pesquisa a quantidade e os componentes das partículas de 2,5 micrômetros que circulam na atmosfera da capital do país.
Por seu tamanho, as pequenas partículas podem penetrar na zona mais profunda dos pulmões, causando enfisemas e câncer, afirmam os médicos.
A má qualidade do ar na capital mexicana e arredores, onde moram 20 milhões de pessoas, provoca cerca de 35 mil mortes por ano, segundo estudos do governo local. Os principais agentes perigosos são os gases expelidos pelos veículos automotores e pela indústria que, junto a outras fontes, somam 2,5 milhões de toneladas por ano.
Porém, esta medição não contempla as partículas mais finas que contêm alumínio, chumbo, cádmio e silício.
A pesquisa “contribuirá para definir as futuras normas para sua emissão”, disse Violeta Mugica, pesquisadora do Departamento de Ciências Básicas da UAM.
PERU
Ampliado o debate sobre lei de águas
LIMA., (Tierramérica).- O presidente peruano, Alejandro Toledo, garantiu que não se pretende privatizar a água, e aceitou ampliar em 150 dias o prazo para debate público sobre um anteprojeto de lei, depois dos protestos de agricultores, que durante o mês de maio obstruíram estradas e pontes em 64 pontos do país.
Para eles, o anteprojeto, divulgado no final de abril, propõe um mercado da água através de concessões a empresas que cuidarão de sua administração e exploração comercial, o que lhes daria direitos sobre esse recurso e poder para controlar atividades agrícolas e aumentar as tarifas.
A distribuição da água de irrigação em cada vale atualmente se baseia na extensão das terras cultiváveis de cada proprietário.
GUATEMALA
Exigido reforço na promotoria ambiental
GUATEMALA., (Tierramérica).- O Centro de Ação Legal-Ambiental e Social da Guatemala (Calas) pediu ao presidente Alfonso Portillo que sejam aplicadas as leis de proteção dos recursos naturais e reforçada a ação da Promotoria de Crimes contra o Meio Ambiente.
“Este governo prometeu uma política ambiental ambiciosa, mas não vai mudar as leis antes de sair (em janeiro de 2004), então pedimos que fortaleça a promotoria que persegue crimes ecológicos”, disse ao Terramérica o consultor do Calas, Edwin Garzona.
“Também pedimos que essa promotoria aplique as leis existentes para combater principalmente o desmatamento para roubar madeira", acrescentou. As autoridades promovem atualmente mais de 20 julgamentos contra empresas e pessoas acusadas de corte e comércio ilegal de madeira. O Calas pediu ao governo “uma política coerente” contra depredadores de florestas primárias no departamento de El Petén e responsáveis por incêndios florestais.
A lei prevê menos de um ano de prisão e multa que varia de US$ 640 a US$ 12.820 contra quem provoca incêndio em florestas.
HONDURAS
Um mês de notícias sobre o café
TEGUGICALPA, (Tierramérica).- A agência Café Notícias, fundada em Honduras para divulgar informação sobre produção e comércio desse produto, completou seu primeiro mês de atividades tentando impulsionar o caído mercado internacional.
A agência é patrocinada pela organização britânica Oxfam, com o fim de promover políticas que beneficiem os produtores hondurenhos de café, disse ao Terramérica Lucila Funes, responsável pela campanha de informação.
A Café Notícias é um serviço semanal que conseguiu penetrar em meios de comunicação e atrair o interesse de membros da cadeia produtiva, incluindo empresários e funcionários do governo, acrescentou. Segundo os números oficiais, a exportação de café cairá 30% este ano em relação aos 3,4 milhões de sacas de 45 quilos de aromático vendidas em 2002. A Oxfam iniciou no ano passado uma campanha internacional para que o café centro-americano entre no mercado internacional na categoria de “preço justo”.
PANAMÁ
Limpeza da baía requer medidas preventivas
PANAMÁ., (Tierramérica).- O plano de saneamento da Baía do Panamá, no litoral do Pacífico, será apenas uma saída parcial para o problema se não forem atacadas as causas que geram a contaminação, disse ao Terramérica Giovanni Olmos, promotor ambiental do país.
O governo assinou, no final de maio, contrato com a empresa Hazen & Sawyer para projetar as redes de esgoto e coletores de bombeamento, bem como para melhorar as instalações existentes. Sanear a baía - atual destino de esgoto e dejetos líquidos procedentes da capital panamenha, com 750 mil habitantes - requer “o cumprimento de normas em matéria de despejo de resíduos de água e que o Estado seja firme para punir os poluidores", acrescentou.
Os trabalhos de despoluição da cidade e de uma área de 350 quilômetros quadrados da Baía serão completados em dez ou 12 anos, segundo o cronograma oficial. Esse prazo pode chegar a 25 anos se não forem tomadas medidas para prevenir o impacto no meio ambiente, disse Olmos. O projeto é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ao custo de US$ 3,7 milhões *Fonte: Inter Press Service.