MÉXICO, 8 de setembro (Tierramérica).- Uma avaliação feita com professores de ciências no ensino médio do México mostra que sabem pouco de física, química e biologia.
A avaliação do Centro de Ciências Aplicadas da Universidade Nacional Autônoma do México consistiu em testes e entrevistas, feitas em 2007 com 438 professores de ciências de dez dos 32 Estados do país. Em biologia, houve uma média de qualificação de 4,8 pontos num total de 10, em física de 3,3 e em química de 3,6.
“Com estes professores não se aprende. Como poderemos, então, cuidar do meio ambiente no futuro?”, perguntou ao Terramérica Aléxis Cruz, de 17 anos, que integra um clube sobre temas ecológicos e é estudante de uma escola estatal da capital.
Perguntas básicas sobre ecologia não tiveram respostas satisfatórias. Assim, “não haverá profissionais capazes suficientes para resolver os graves problemas ambientais que temos”, disse Cruz.
HONDURAS
Frente comum contra o desmatamento ilegal
TEGUCIGALPA, 8 de setembro (Tierramérica).- O Comissário Nacional dos Direitos Humanos de Honduras assinou um convênio entre organizações civis e o governo, como parte de uma estratégia comum para deter o corte de árvores e o tráfico ilegal de madeira.
Foi o que informou ao Terramérica o ombudsman hondurenho Ramón Custodio, ressaltando que o convênio inclui o funcionamento de uma comissão inter-institucional com seu regulamento, que dará seguimento às ações e recomendações que surgirem no contexto do projeto de controle florestal que impulsiona seu organismo há três anos.
“Esta aliança é mais do que uma declaração ou um compromisso qualquer. Vimos trabalhando e documentando as denúncias, provando os fatos para que se deduzam as responsabilidades legais”, acrescentou.
O corte ilegal contribui para que a cada ano a cobertura florestal de Honduras diminua cem mil hectares, disse ao Terramérica Suyapa Otero, do Instituto de Conservação Florestal.
BRASIL
Fertilizantes alternativos contra a inflação
RIO DE JANEIRO, 8 de setembro (Tierramérica).- O governo brasileiro decidiu destinar US$ 4,8 milhões para desenvolver fertilizantes alternativos, diante da brutal alta de preços dos convencionais.
O Brasil importa 60% dos adubos que usa, segundo o Ministério da Agricultura, com repercussão direta nos custos agrícolas do país.
Coquetéis vegetais, biofertilizantes, fixação biológica e química de nitrogênio nas plantações são as técnicas que serão aperfeiçoadas.
A medida chega tarde, porque “a crise já eclodiu, o preço dos fertilizantes subiu 150% em pouco mais de um ano”, disse ao Terramérica Jean Marc von der Weid, coordenador da ong Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa.
ARGENTINA
Denunciada matança de emas
BUENOS AIRES, 8 de setembro (Tierramérica).- Uma organização ambientalista da Argentina denunciou a matança, nas últimas semanas, de várias centenas de emas (Rhea americana), cada vez mais escassas na central província de Córdoba frente ao avanço do cultivo de soja.
“São caçados por gente da área que se move com total impunidade”, disse ao Terramérica Raúl Montenegro, da Fundação para a Defesa do Meio Ambiente, com sede na central cidade de Córdoba
Montenegro disse que os atacantes destroem cercas, entram clandestinamente em propriedades, roubam gado e matam selvagemente as emas. “Com cães e boleadoras lançadas de cavalos e também com armas de fogo”, disse.
Diante da aparente falta de ação das autoridades provinciais, Montenegro anunciou que sua entidade estuda apresentar uma denúncia judicial. *Fonte: Inter Press Service.