TEGUCIGALPA, 19 de janeiro (Tierramérica).- O governo hondurenho procura obter US$ 400 milhões para construir duas represas hidrelétricas, que atendam a demanda de energia do país, e promover projetos alternativos renováveis como elaboração de biocombustível, com assessoria brasileira.
O secretário de Meio Ambiente, Tomás Baquero, informou ao Terramérica que o local escolhido para as represas é o departamento de Santa Bárbara, para o qual os estudos de viabilidade e sustentabilidade ambiental começarão em meados deste ano.
Honduras obtém sua energia de três fontes: hidrocarbonos, hídrica e biomassa. Na década de 90, quase toda a energia procedia de hidrelétricas estatais, mas a correlação mudou e agora o país depende em 65% de usinas térmicas à base de hidrocarbonos em mãos privadas.
MÉXICO
Importação de carros usados será tóxica
MÉXICO, 19 de janeiro (Tierramérica).- Com a abertura da livre importação dos Estados Unidos de carros com dez ou mais anos de antiguidade, vigente desde o dia 1º de janeiro no México, os índices de poluição poderão disparar, alertam observadores.
Embora a lei indique que poderão entrar no país apenas carros que atendam às normas em seu lugar de origem, não há no México uma infra-estrutura de verificação adequada nem parâmetros ambientais uniformes para evitar uma alta na poluição, disse ao Terramérica o importador Ricardo López.
A compra de carros usados dos Estados Unidos foi liberada devido aos acordos assinados no contexto do Tratado de Livre Comércio da América do Norte.
O México conta com cerca de 27 milhões de automóveis. Estima-se que cinco milhões deles entraram irregularmente, vindos dos Estados Unidos, antes da abertura.
BRASIL
Plano energético contradiz o climático
RIO DE JANEIRO, 19 de janeiro (Tierramérica).- Duas semanas depois de assumir metas em seu Plano Nacional de Mudança Climática, o Brasil anunciou seu Plano Decenal de Expansão Energética, que prevê a construção, até 2017, de mais de 80 centrais termoelétricas alimentadas com combustíveis fósseis e 71 hidrelétricas, muitas na Amazônia.
O documento do Ministério de Minas e Energia provocou reações. Segundo a organização Greenpeace, está na contramão de um novo acordo climático, ao ignorar a eficiência energética.
“A contradição” entre os planos energético e climático “não se relaciona apenas com as termoelétricas, mas com uma visão geral, de aumentar a geração enquanto se desperdiça um quinto da energia gerada”, disse ao Terramérica o ambientalista Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra/Amazônia Brasileira.
O programa implica um retrocesso “se não sofrer profundas correções”, disse a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. *Fonte: Inter Press Service.