RIO DE JANEIRO, 24 de agosto (Tierramérica).- A borra da soja (Glycine max) pode se converter em
um vantajoso biodiesel, segundo pesquisa da
Universidade de São Paulo (USP).
Uma nova técnica aproveita o resíduo da indústria
de óleo com a vantagem de reduzir o processo de
transformação de 24 horas para 30 minutos, com o
uso de um catalisador reutilizável, de cobre e
vanádio.
O Brasil gera anualmente cerca de 300 milhões de
litros de borra de soja, jogados no lixo. Isso
“permitirá produzir 300 milhões de litros de
biodiesel”, de boa qualidade e conforme as
especificações para diferentes usos, afirmou ao
Terramérica o químico Miguel Dabdoub, responsável
pela pesquisa.
Agora é preparada a construção de “uma indústria
de grande escala” que usará a técnica já
comprovada em projetos-piloto, informou.
CHILE
Ecologistas aplaudem Centro de Energias Renováveis
SANTIAGO, 24 de agosto (Tierramérica).- O governo chileno de Michelle Bachelet inaugurou,
esta semana, o Centro de Energias Renováveis (CER),
especializado em pesquisa, desenvolvimento e fomento
de fontes não convencionais, como a solar, a eólica,
a geotérmica e a que utiliza as marés.
O CER estudará a evolução destas fontes no mundo,
promoverá uma associação público-privada para a
inovação, fornecerá informação e orientação a
órgãos governamentais, acadêmicos e empresariais,
gerará um cadastro de recursos naturais e
incentivará um sistema de certificação.
A nova entidade permitirá “institucionalizar uma
opção estratégica para o futuro desenvolvimento
elétrico do Chile”, disse ao Terramérica Sara
Larraín, diretora do não governamental Programa
Chile Sustentável.
Durante os quatro anos deste governo, 25% da nova
geração elétrica ocorre com base em energias
alternativas, cerca de 600 megawatts, que
constituem um crescimento exponencial, destacou.
VENEZUELA
Plantio de gramínea em antigo lixão
CARACAS, 24 de agosto (Tierramérica).- Organizações comunitárias e o Ministério do Meio
Ambiente da Venezuela plantaram quatro mil mudas de
vetiver (Vetiveria zizanioides) nas encostas de Ojo
de Agua, aterro sanitário fechado a oeste de
Caracas.
O plantio “conservará os taludes e gerará uma
atividade socioprodutiva para os moradores pobres
da região, porque a gramínea poderá ser utilizada
como matéria-prima para fazer artesanato”, disse
ao Terramérica o diretor de Participação
Comunitária do Ministério, Efraín Leon.
Painéis sobre o assunto serão realizados nas
comunidades no final do ano, quando poderão fazer
a colheita.
Várias comunidades rurais e urbanas do norte do
país plantam vetiver – planta cujas raízes ajudam
a estabilizar terrenos e conservar encostas,
diques e margens de rios – para elaborar, com suas
folhas tratadas, cestas, enfeite e outros
artesanatos.
CUBA
Arte no lixo
HAVANA, 24 de agosto (Tierramérica).- O Centro Ecológico Processador de Resíduos Urbanos
(Cepru) de Guantânamo, no extremo oriental de Cuba,
vai inaugurar, antes do final de 2009, uma galeria
de arte a céu aberto, sob a premissa de que o lixo
também guarda riqueza cultural.
“Trata-se de um projeto apoiado pelo Centro
Cultural Regino Eladio Boti, do qual participarão
artistas e alunos da Escola de Arte. Também haverá
um espaço e condições para que possam trabalhar
com dejetos do Cepru”, disse ao Terramérica a
diretora desta entidade, Irania Martinez.
“Estamos vinculando à cultura porque o ambiente
deve ser protegido de maneira íntegra, e esperamos
sensibilizar cada dia mais pessoas”, acrescentou.
No antes pestilento lixão, resíduos de todo tipo é
classificado e recuperado, é produzido
fertilizante orgânico e árvores frutíferas e
florestais são cultivadas.
HONDURAS
Incentivo à agricultura orgânica
TEGUCIGALPA, 24 de agosto (Tierramérica).- O Ministério de Agricultura e Pecuária de Honduras
incentiva, por meio de um regulamento, os cultivos
orgânicos de 60 organizações não estatais que reúnem
1.800 pequenos e médios produtores.
O regulamento permite maior controle das colheitas
livres de agroquímicos.
“Conhecendo-se os requisitos para produzir e
conseguir a certificação dos produtos, será maior
o preço a se obter com sua venda no mercado
internacional”, disse ao Terramérica Orly García,
subdiretor do Serviço Nacional de Saúde
Agropecuária.
Atualmente, há 8.500 hectares cultivados com
produtos orgânicos no país. Café, abacaxi, cacau e
banana são os itens preferidos.
A agricultura orgânica começou em Honduras em
1994. O Estado busca formar uma cadeia
agroalimentar que agrupe todos os setores
nacionais compreendidos. *Fonte: Inter Press Service.