RIO DE JANEIRO, 28 de setembro (Tierramérica).- Um bioquerosene, desenvolvido na Universidade de Campinas (Unicamp) para reduzir a contaminação da navegação aérea, tem como características principais a grande pureza e o baixo custo, afirmou um de seus pesquisadores.
O novo biocombustível custa aproximadamente um terço de seu equivalente fóssil e pode ser produzido a partir de qualquer óleo vegetal, disse ao Terramérica Rubens Maciel Filho, coordenador do grupo de pesquisadores da Faculdade de Engenharia Química.
O método de separação dos vários elementos que resultam do processo de transesterificação – que converte os óleos e gorduras em biocombustível – é o principal avanço obtido pelos pesquisadores da Unicamp.
A pureza faz com que este combustível renovável se congele a apenas 22 graus negativos e possa ser misturado em até 20% com a querosene derivada do petróleo, mantendo o ponto de congelamento em 47 graus abaixo de zero, necessário para voar a grandes altitudes, assegurou Rubens Maciel. Além disso, contamina menos, acrescentou.
URUGUAI
Sucesso da luta contra o fumo exige mais tempo
MONTEVIDÉU, 28 de setembro (Tierramérica).- As rígidas medidas contra o uso de tabaco, que o Uruguai implementa desde março de 2006, “são muito boas, mas estão defasadas das consequências sobre a saúde dos que fumam durante 30 ou 40 anos”.
Foi o que disse ao Terramérica Daniel Kliman, presidente da organização não governamental uruguaia Stop Tabaco, responsável por programas de tratamento contra esse vício.
“Medidas como proibir fumar em ambientes fechados fizeram com que esse hábito já não seja bem-vindo”, disse Kliman. Percebe-se que “há menos pessoas fumando, e os fumantes fumam menos”.
Contudo, será preciso esperar umas duas décadas para conhecer o impacto sobre a morbidade e a mortalidade pelo tabagismo, afirmou.
O presidente Tabaré Vázques, oncologista de profissão, fez na semana passada um entusiasmado chamado internacional contra o tabagismo na Organização das Nações Unidas, destacando o compromisso de seu governo com esta causa.
MÉXICO
Costa do Pacífico ameaçada por furacões
MÉXICO, 28 de setembro (Tierramérica).- O deficiente planejamento urbano e costeiro contribui para aumentar os riscos dos furacões sobre o Golfo da Califórnia, na costa mexicana, afirmou o ambientalista Ernesto Bolado.
“Muitos dos desastres têm a ver com mau planejamento urbano e mau controle de qualidade, pois não há uma correta avaliação dos projetos públicos ou privados”, disse ao Terramérica Bolado, diretor da não governamental SuMar-Vozes pela Natureza, com sede na cidade de Guayamas, no Estado de Sonora.
Essa região do Golfo da Califórnia, no Pacífico, desde 2007, foi afetada pelo Furacão Henriette, pela tempestade tropical Julio e pelo Ciclone Jimena.
“Acreditava-se que estávamos a salvo (pela localização geográfica), mas é preciso fazer um replanejamento da situação”, disse Bolado. *Fonte: Inter Press Service.