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Ecobreves

 BRASIL 
 
 Inseticida a partir da fibra do sisal


RIO DE JANEIRO, 7 de dezembro (Tierramérica).- O sisal (Agave sisalana), cuja fibra é matéria-prima de tecidos para sacos, artesanatos e móveis, também produz um eficaz inseticida natural, segundo pesquisadores da Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia.

Apenas 5% da folha é aproveitado para extrair a fibra. Os pesquisadores coletaram o suco após prensá-la, aumentaram sua concentração e misturaram com álcoois.

Assim obtiveram um inseticida com eficácia entre “64% e 70%, em 72 horas de testes de laboratório”, para eliminar várias pragas, informou ao Terramérica Juan Ayala, responsável pela pesquisa.

O estudo agora avalia toxidade, dose ideal e viabilidade econômica. O produto pode ser elaborado pelos próprios agricultores, disse Ayala. O Brasil é o maior produtor de sisal, atendendo 77% do mercado mundial.


 HONDURAS 
 
 Mulheres aprendem a administrar florestas


TEGUCIGALPA, 7 de dezembro (Tierramérica).- Cerca de 11 mil mulheres do ocidente de Honduras aprenderam técnicas de manejo florestal para colocar em prática o reflorestamento comunitário e diversificar sua pequena agricultura, utilizando métodos amigáveis com o meio ambiente.

A iniciativa é parte das ações do Programa Nacional de Desenvolvimento Local (Pronadel), que em cinco anos conseguiu integrar cerca de 30 mil famílias a projetos produtivos e ecológicos para o manejo pecuário, de microempresas rurais, proteção ambiental e reflorestamento comunitário, entre outros.

Xiomara Barceas, do Ministério da Agricultura e Pecuária, disse ao Terramérica que o Pronadel contou com a cooperação europeia e centrou suas atividades nas ocidentais regiões indígenas de La Paz, Lempira e Intibucá.

Aproximadamente 1.544 comunidades rurais, em sua maioria indígenas, foram beneficiadas durante esses cinco anos, acrescentou.


 MÉXICO 
 
 Juventude precisa de cultura climática


MÉXICO, 7 de dezembro (Tierramérica).- As organizações ambientalistas devem encadear melhor suas cruzadas contra a mudança climática e focar mais na juventude, disse ao Terramérica Claudia Gómez-Portugal, diretora de Estratégias de Sakbé, uma organização mexicana de comunicação ambiental surgida há cinco anos.

“Há falta de informação entre os jovens. As organizações não governamentais devem trabalhar mais estrategicamente” nesse sentido, acrescentou.

Sakbé iniciou em setembro a campanha “Rompa com a mudança climática”, dirigida à juventude mexicana e da qual participam entidades governamentais e não governamentais. Seu plano é estendê-la a todo o país em 2010.

A organização ambientalista Greenpeace executou uma campanha que coletou cerca de 90 mil assinaturas que foram entregues às autoridades mexicanas para pressionar por um acordo global obrigatório de redução de gases contaminantes.


*Fonte: Inter Press Service.
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