RIO DE JANEIRO, 14 de dezembro (Tierramérica).- O ar urbano contaminado altera a estrutura molecular do “colesterol ruim” (LDL), facilitando a formação de camadas de gordura nas artérias e aumentando o risco de infartos e acidentes vasculares, afirma uma pesquisa brasileira.
Esta é a conclusão a que chegou Sandra Regina Castro Soares em sua tese de doutorado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Seu estudo comparou ratos que viveram seus primeiros quatro meses – equivalentes a 40 anos do ser humano – em câmaras com ar filtrado com outros que respiraram o ar de São Paulo. Os segundos apresentaram o LDL alterado e anticorpos que indicam maior risco de infarto.
HONDURAS
Estado será processado na CIDH
TEGUCIGALPA, 14 de dezembro (Tierramérica).- Uma coalizão de organizações defensoras do meio ambiente na região de Omoa vai entrar com processo, em janeiro de 2010, contra o Estado de Honduras, por não retirar a transnacional mexicana Gás do Caribe, que está contaminando essa área costeira.
Diante da negativa estatal, “após cinco anos de luta, não nos resta outra instância que não seja ir à Comissão Interamericana de Direitos Humanos para levar o caso ao Tribunal Interamericano, porque esgotamos todos os recursos internos”, disse ao Terramérica Massimo Parisi, coordenador da Grande Aliança por Omoa.
Santos considera que a demanda internacional é procedente porque a empresa está causando sérios danos aos recursos marinhos e costeiros.
VENEZUELA
Campanha contra a exploração de musgo
CARACAS, 14 de dezembro (Tierramérica).- O Ministério do Meio Ambiente e a Guarda Nacional da Venezuela redobraram sua campanha contra a extração e venda de musgo, tradicionalmente usado em lares cristãos para confeccionar presépios de Natal.
“Das mais de 20 mil espécies de musgo, cerca de mil estão presentes na Venezuela. A proibição de sua extração e uso durante cinco anos a partir de 2008 tem o objetivo de conservá-los como protetores de solos e retentores de água, desde páramos até zonas tropicais”, disse ao Terramérica José Moreno, responsável ministerial em conservação ambiental no sudoeste andino do país.
Quem comercializar musgos, líquens e samambaias serão penalizados pela lei, mas as autoridades apostam principalmente na prevenção, para que crianças e jovens aprendam nas escolas como substituir essas plantas nos presépios por outros materiais, como areia, serragem, papelão, tela e papel reciclado. *Fonte: Inter Press Service.