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Ecobreves

 AMÉRICA LATINA 
 
 Pedidos reforços para proteger baleias


BUENOS AIRES, Argentina, 30 de maio de 2011 (Tierramérica).- Cerca de 20 organizações latino-americanas que trabalham na conservação de cetáceos pediram o retorno da Venezuela à Comissão Baleeira Internacional (CBI).

Mediante uma ação concertada, o Instituto de Conservação de Baleias, a Fundação Cethus e a Fundação Promar, entre outras, entregaram uma carta em consulados e embaixadas venezuelanas em seus países.

“A ideia é promover que toda a América Latina esteja reunida na CBI para a proteção das baleias”, disse ao Terramérica a integrante do Instituto, Roxana Schteinbarg.

A ativista explicou que o Grupo Buenos Aires – que reúne os países latino-americanos com interesses na preservação de cetáceos – necessita do reforço dos Estados que deixaram de participar da CBI por não pagarem suas cotas.

A República Dominicana e a Colômbia acabam de regressar, e agora chegou a vez da Venezuela, afirmou.


 MÉXICO 
 
 Busca por rastros de radiação em tartarugas japonesas


CIDADE DO MÉXICO, 30 de maio de 2011 (Tierramérica).- Cientistas mexicanos temem que a tartaruga cabeçuda (Caretta caretta), que atravessa o Oceano Pacífico entre as costas asiática e americana, sofra os efeitos do desastre nuclear do Japão.

“É possível que exemplares jovens e adultos tenham sido expostos a níveis problemáticos de radiação nuclear. Não sabemos a extensão do contato das tartarugas com a radioatividade”, disse ao Terramérica o diretor de Ciência e Pesca do Grupo de Tartarugas das Califórnias, Hoyt Peckham.

O tsunami de 11 de março e o posterior acidente na central nuclear de Fukushima ocorreram cem quilômetros ao Norte das praias onde esse quelônio faz seus ninhos.

Desde 1996, especialistas mexicanos, norte-americanos e japoneses monitoram a tartaruga cabeçuda, uma espécie em perigo de extinção que migra no final de cada ano do Japão para as costas do Estado da Baixa Califórnia Sul, um trajeto que demora cerca de 365 dias.


 BRASIL 
 
 Fibra vegetal deixa o concreto mais resistente


RIO DE JANEIRO, 30 de maio de 2011 (Tierramérica).- Os blocos de concreto ganham maior resistência quando a eles se acrescenta fibras de sisal, uma espécie de agave (Agave sisalana), segundo pesquisa feita pela Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP).

O componente vegetal deixa a construção mais flexível e segura. “A maior flexibilidade aumenta a segurança, já que a estrutura se deforma antes de cair”, explicou ao Terramérica a engenheira Indara Soto Izquierdo, coordenadora do projeto.

“A construção civil consome muitos recursos naturais”, por isto “desenvolver materiais alternativos é o caminho da sustentabilidade do setor”, acrescentou.

“O sisal é abundante no Nordeste do país e a venda de suas fibras à indústria de cordas é a base econômica de muitas comunidades da região. Desta forma, este produto natural pode ser uma fonte de renda adicional” para as populações pobres, acrescentou Indara.


*Fonte: Inter Press Service.
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