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Ecobreves

 ARGENTINA 
 
 Limitada exportação do curimba


BUENOS AIRES, 3 de outubro de 2011 (Tierramérica).- A decisão argentina de limitar a exportação do curimbatá (Prochilodus lineatus), principal espécie comercial do Rio Paraná, foi elogiada pela conservacionista Fundação Proteger.

Se forem atendidos os reiterados pedidos para reduzir sua pesca, e se comparada com anos anteriores, a cota de 6,5 mil toneladas decidida pelo governo nacional é “animadora”, disse ao Terramérica Julieta Peteán, integrante da Fundação Proteger.

Em 2009, foram autorizadas 15 mil toneladas, e em 2010, oito mil. Este ano, a Subsecretaria de Pesca decidiu fixar a cota em 6,5 mil toneladas até 31 de dezembro por “precaução”, pois o recurso está se recuperando.

A “pesca do curimbatá, excepcional do ponto de vista biológico e social, mereceria ser manejada com critério ecossistêmico, priorizando os benefícios de milhares de famílias de pescadores, e não com critérios econômicos de curto prazo que preveem o lucro de uns poucos exportadores”, disse Peteán.


 AMÉRICA CENTRAL 
 
 Plano transfronteiriço para o Golfo de Fonseca


TEGUCIGALPA, Honduras, 3 de outubro de 2011 (Tierramérica).- Honduras, El Salvador e Nicarágua se preparam para executar um plano de desenvolvimento transfronteiriço do Golfo de Fonseca, que compartilham no Oceano Pacífico, para reduzir os riscos de desastres naturais e a exploração de seus recursos.

O projeto de 60 meses e custo superior a US$ 25 milhões, compreende os departamentos de Valle e Choluteca (Honduras), La Unión (El Salvador) e Chinandega (Nicarágua).

O plano é parte das ações de integração centro-americana, orientadas a tornar visíveis esforços conjuntos de países e comunidades para proteger o meio ambiente e incentivar o desenvolvimento sustentável, disse ao Terramérica a representante da União Europeia no projeto, Scarlette Orozco.

O Golfo de Fonseca tem 409 quilômetros de costa, uma superfície aquática de 2.015 quilômetros quadrados e cerca de 22 mil quilômetros quadrados de terras.


 BRASIL 
 
 Mudança climática ameaça anfíbios do Cerrado


RIO DE JANEIRO, 3 de janeiro de 2011 (Tierramérica).- O desmatamento agrícola, a mudança climática e políticas erradas de preservação ameaçam os anfíbios da extensa savana central do Brasil, segundo a organização não governamental Pequi - Pesquisa e Conservação do Cerrado.

O estudo avaliou a atual degradação do bioma do Cerrado e a tendência da mudança climática até 2050. O resultado mostra que os locais mais favoráveis para a sobrevivência dessas espécies seriam os mais degradados.

“Os Estados de São Paulo, Minas Gerais e o sul de Goiás e vizinhança compõem a área com a temperatura mais adequada para os anfíbios, mas também seria a mais degradada, segundo um padrão atual de expansão da fronteira agrícola”, disse ao Terramérica a bióloga responsável pela pesquisa, Débora Leite Silvano.

“Os animais teriam, dessa forma, seu habitat reduzido, colocando em risco de extinção muitas das 204 espécies presentes no Cerrado”, acrescentou.


*Fonte: Inter Press Service.
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