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Ecobreves

 HONDURAS 
 
 Garífunas reciclarão lixo


TEGUCIGALPA, 21 de novembro de 2011 (Tierramérica).- Quatro comunidades da etnia garífuna do departamento hondurenho de Atlántida começarão em dezembro um projeto de reciclagem de lixo que contempla educação ambiental, criação de microempresas e venda de produtos reciclados.

A iniciativa pretende incorporar as comunidades garífunas em um processo de redução de riscos diante da mudança climática nessas áreas costeiras caribenhas, disse ao Terramérica o diretor da não governamental Organização de Desenvolvimento Étnico Comunitário, Céleo Álvarez Casildo.

Nas comunidades Sambo Creek, Corozal, Nueva Armenia e Río Esteban já começaram as gestões para organizar grupos em microempresas, ensinar técnicas de reciclagem e começar e elaboração de um manual nas línguas espanhola e garífuna.

O projeto tem apoio do Ministério de Desenvolvimento dos Povos Indígenas e Afro-Hondurenhos e Políticas de Igualdade Racial.


 BRASIL 
 
 Estudo do impacto climático em aves de estuário


RIO DE JANEIRO, 21 de novembro de 2011 (Tierramérica).- Um projeto do Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, do Brasil, avaliará os possíveis impactos da mudança climática em aves de estuário e proporá formas de conservar seu habitat.

Essas aves dependem da influência das marés e fazem seus ninhos em mangues e pântanos. “Por viverem em áreas próximas à costa e úmidas, são sensíveis à mudança climática”, explicou ao Terramérica o responsável pelo projeto, Marcos Ricardo Bornschein.

A observação de três espécies em um trecho da Mata Atlântica, no Estado do Paraná, permitirá obter dados sobre as marés, períodos de cheias e estiagem, ciclo reprodutivo das aves e vegetação.

“Avaliaremos a reação em determinadas situações climáticas. Com um software simularemos mudanças mais extremas e, conhecendo o comportamento das aves, poderemos adotar medidas preventivas de conservação”, concluiu Bornscheikn.


 VENEZUELA 
 
 Mineração penetra no Parque Canaima


CARACAS, 21 de novembro de 2011 (Tierramérica).- Indígenas denunciaram que a mineração ilegal do ouro penetrou no Parque Nacional Canaina, de 30 mil quilômetros quadrados, no extremo sudeste da Venezuela.

“Pouco a pouco, os mineradores se aproximaram do Parque e este ano começaram a entrar com suas máquinas, cortando árvores e removendo terra. Isto prejudica os rios e afugenta os turistas”, disse ao Terramérica o indígena Gilberto Calcaño, dirigente de uma comunidade de pemones que opera modestos acampamentos para visitantes.

Outra ativista da comunidade pemón, Regina González, destacou que os mineradores obtêm combustível para suas máquinas com anuência dos militares que vigiam a área, enquanto funcionários do Instituto Nacional de Parques frequentemente se veem sem meios para detectar e impedir as invasões.

Fronteiriço com Brasil e Guiana, o Parque tem uma grande beleza paisagística. Suas grandes cascatas e tepuyes (montanhas de paredes verticais e picos planos) levaram a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura a declará-lo patrimônio da humanidade, em 1994.


*Fonte: Inter Press Service.
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