TEGUCIGALPA, 23 de abril de 2012 (Tierramérica).- A Associação de Juntas Administradoras de Água do Setor Sul do Parque Pico Bonito, em Honduras, será reconhecida na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), por conservar o recurso e o habitat de uma espécie de colibri única deste país.
Esta iniciativa, localizada na Cordilheira de El Merendón sobre o Oceano Atlântico, foi selecionada entre 800 projetos de todo o mundo, contou ao Terramérica o funcionário Hugo Galeano, do Programa de Pequenas Doações das Nações Unidas, que certificou o trabalho da Associação antes do concurso.
A entidade funciona há cinco anos e permitiu preservar 40 mil hectares de floresta nas zonas habitadas pelo colibri esmeralda (Amazilia luciae), uma espécie endêmica de Honduras em risco de extinção. A montanha de Pico Bonito fica nos departamentos de Atlântida e Yoro, no norte, e é parte do Corredor Biológico Mesoamericano.
ARGENTINA
Lei de lixo eletrônico
BUENOS AIRES, 23 de abril de 2012 (Tierramérica).- A organização Greenpeace da Argentina pediu a aprovação de uma lei para coleta e manejo de resíduos eletrônicos, que está há quatro anos no parlamento.
“O projeto já foi aprovado no Senado e, se a Câmara de Deputados não o examinar, cairá”, disse ao Terramérica a diretora política da filial argentina do Greenpeace, Eugenia Testa.
Em 2011 foram descartados dez milhões de celulares, o equivalente a um desperdício de 228 quilos de ouro, 1.750 de prata e 81 mil de cobre, segundo o Greenpeace. O valor estimado desses metais é de quase US$ 15 milhões.
Diante desse desperdício e da contaminação causada por vários componentes dos aparelhos jogados fora, os ecologistas pedem uma lei para a reciclagem dos minerais e tratamento dos contaminantes.
BRASIL
Ameaça ao papagaio nordestino
RIO DE JANEIRO, 23 de abril de 2012 (Tierramérica).- O desmatamento da Caatinga, bioma semiárido do Nordeste brasileiro, pode pôr em risco de extinção o papagaio conhecido como arara-maracanã-verdadeira (Ara maracana), segundo a Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Essa ave, considerada vulnerável pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais, também é objeto de tráfico, especialmente dos exemplares jovens.
Os pesquisadores acompanharam grupos de maracanã entre 2009 e 2011, constatando que seus grupos, inicialmente de 30 indivíduos, agora dificilmente somam dez.
“Essas aves se reproduzem no tronco do mulungu, árvore típica da Caatinga, que é cortada para fazer pastagem”, explicou ao Terramérica o biólogo responsável pelo estudo, Mauro Pichorim.
“Dados oficiais indicam perda de quase 46% da vegetação original da Caatinga. As informações recolhidas servirão para indicar medidas de proteção para a espécie”, acrescentou. *Fonte: Inter Press Service.