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Ecobreves

 VENEZUELA 
 
 Fundos para proteger tartarugas marinhas


CARACAS, 30 de abril de 2012 (Tierramérica).- Por falta de dinheiro, o ecologista Centro de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas (Cictmar) reduziu sua patrulha nas praias Cipara e Querepare, na península venezuelana de Paria, onde desovam as tartarugas-de-couro (Dermochelys Coriacea).

“Os trajetos noturnos, que fazíamos de 15 de março a 31 de agosto, foram reduzidos ao mínimo”, disse ao Terramérica a ambientalista Edelvys Guada, do Cictmar.

Esse patrulhamento “permite identificar as tartarugas mãe, medi-las, coletar os ovos e levar a um lugar a salvo de predadores e acompanhar a viagem dos filhotes para o mar”, que é a maneira de garantir que regressem para desovar algum dia, explicou.

A tartaruga-de-couro, que pode medir mais de dois metros de comprimento e pesar mais de 600 quilos, está em risco de extinção.

Um de seus lugares favoritos de desova são as praias de Paria. O Cictmar iniciou um programa “adote uma tartaruga”, para conseguir dinheiro e seguir seu trabalho.


 HONDURAS 
 
 Resgate das dunas costeiras


TEGUCIGALPA, 30 de abril de 2012 (Tierramérica).- A comunidade de Santa Rosa de Aguán, no departamento de Colón, se prepara para executar um plano de reabilitação das dunas costeiras e reduzir a vulnerabilidade a eventos meteorológicos extremos.

Mayra Gill, do Comitê de Voluntários de Santa Rosa de Aguán, disse ao Terramérica que essa comunidade foi uma das mais atingidas pelo Furacão Mitch, em 1998, e “hoje vemos como a deterioração das dunas aumenta o risco de inundações”.

“Não sabíamos o que eram as dunas e sua importância, nem ouvíamos falar da mudança climática, mas agora nos organizamos e vamos reabilitar estas montanhas de areia”, acrescentou.

Com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Agência Suíça para o Desenvolvimento e a Cooperação, foram demolidas estruturas de concreto que obstruíam a circulação natural da areia dessas formações na costa atlântica de Honduras.


 BRASIL 
 
 Barateando o plástico biodegradável


RIO DE JANEIRO, 30 de abril de 2012 (Tierramérica).- A Universidade Federal de São Carlos, no Estado de São Paulo) desenvolve uma nova tecnologia para baratear o custo do plástico biodegradável.

A maioria dos polímeros, substâncias químicas que compõem os plásticos, não se degradam naturalmente e os que o fazem são muito caros.

Os sistemas que o estudo desenvolve se compõem de partículas de materiais cerâmicos e poliméricos, com dimensões em escala nanométrica (bilionésima parte do metro), e apresentam melhores propriedade mecânicas, óticas e de transporte do que os polímeros convencionais.

“A melhoria dessas propriedades permite, no caso dos sacos plásticos, reduzir a quantidade de polímero biodegradável e o custo do material final, mantendo a capacidade de degradação mais rápida em comparação com os polímeros tradicionais”, relatou ao Terramérica a professora Rosário Suman Bretas, coordenadora do projeto.

“A produção ocorre em laboratório. Vai demorar para chegar à escala industrial”, afirmou.


 CHILE 
 
 Comunidades arruinadas por contaminação


SANTIAGO, 30 de abril de 2012 (Tierramérica).- A organização ambientalista chilena Oceana iniciou uma campanha em favor da comunidade do balneário de Ventanas e da localidade de Puchuncaví, afetadas pela contaminação de uma fundição de cobre e de três termoelétricas a carvão.

O lugar, 180 quilômetros a noroeste de Santiago, foi declarado pela organização uma das “zonas de sacrifício” do Chile, onde se instalam grande quantidade de indústrias contaminantes.

A campanha, com adesão do cantor argentino Pedro Aznar, busca evitar a instalação de novas termoelétricas nas “zonas de sacrifício” e implantar planos de descontaminação efetivos.

“Nosso país não pode continuar tolerando que hajam cidadãos de segunda classe, que arquem com todo o custo do desenvolvimento, enquanto umas poucas e poderosas indústrias recebem lucros desproporcionalmente altos”, declarou ao Terramérica o diretor-executivo da Oceana, Alex Muñoz.


*Fonte: Inter Press Service.
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