RIO DE JANEIRO, 14 de maio de 2012 (Tierramérica).- A mudança climática é “muito grave” para 65% dos brasileiros entrevistados em uma pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada em dezembro e divulgada na segunda semana deste mês.
Dos entrevistados, 29% consideram “grave” o problema, 3% qualificaram de “pouco grave”, 1% “nada grave” e 2% não responderam.
A pesquisa começou a ser feita há três anos. Em 2010, a questão climática foi considerada “muito grave” por 47% das pessoas. No ano seguinte, a proporção subiu para 60%. Além disso, para 90% dos consultados, o aquecimento global exige medidas imediatas, e apenas 4% disseram acreditar que não há urgência em buscar soluções.
“A população está mais sensível ao tema por conta dos desastres naturais, como inundações que afetaram o país recentemente”, disse Renato Fonseca, da CNI, ao Terramérica.
CHILE
Reflorestando a Patagônia
SANTIAGO, 14 de maio de 2012 (Tierramérica).- Uma campanha de órgãos públicos e privados busca plantar um milhão de árvores na Patagônia chilena, que nos últimos cem anos perdeu mais de três milhões de hectares de mata nativa por causa de incêndios e desmatamento.
“Reflorestemos a Patagônia” é a iniciativa mais ambiciosa de reflorestamento nativo na história do Chile e pretende plantar este ano três variedades o gênero Nothofagus: faias, ñire e coihues nos parques nacionais Torres del Paine e Laguna San Rafael e nas reservas Lago Carlota, Cerro Castillo e Lago Rosselot.
“Estas florestas são o lar de muitas espécies em risco de extinção, e recuperá-las é fundamental para recuperar a biodiversidade, combater a mudança climática global e cuidar do nosso delicado meio ambiente”, disse ao Terramérica o diretor-executivo de Reflorestemos a Patagônia, Matías Rivera.
Quem quiser participar da iniciativa pode doar um ou mais exemplares entrando no site www.reforestemospatagonia.com.
VENEZUELA
Caracas afetada por fábricas de cimento
CARACAS, 14 de maio de 2012 (Tierramérica).- Moradores de Chuao, no sudeste de Caracas, protestaram contra uma fábrica de cimento instalada perto de suas casas, que libera grande quantidade de partículas nocivas no ar que respiram.
O protesto expôs o problema de contaminação do ar causada por outras cinco fábricas, aqui chamadas “concreteiras”, em lugares estratégicos para circulação de ventos sobre a capital da Venezuela.
“Não podemos abrir as janelas dos apartamentos nem cozinhar com tranquilidade porque entra o pó de cimento e nos deixa doentes”, contou ao Terramérica a ativista local Irais Gruber, do grupo que protesta nos cruzamentos de Chuao usando máscaras e cartazes onde se lê “não às concreteiras” e “o pó está nos matando”.
As fábricas foram instaladas pelo governo para intensificar a construção de casas populares, porém, médicos e ambientalistas alertam que lançam no ar da capital mais chumbo, silício, cálcio, ferro e manganês.
Ativistas moradores de áreas afetadas se reúnem para potencializar sua demanda de que essas fábricas se mudem para locais distantes de residências, escolas e hospitais. *Fonte: Inter Press Service.