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Ecobreves

 AMÉRICA LATINA 
 
 Retrocesso nas energias renováveis


CIDADE DO MÉXICO, 21de maio de 2012 (Tierramérica).- A geração de energia com fontes renováveis caiu na América Latina de 25%, em 1990, para 23%, em 2009, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

“O grande desafio é o desenvolvimento das energias renováveis. Metade do potencial renovável está nos países em desenvolvimento, e a América Latina tem um grande potencial”, disse ao Terramérica o chefe da unidade de energia e recursos naturais da sede sub-regional da Cepal no México, Hugo Ventura.

Este especialista foi um dos destaques do Congresso Internacional de Energia Renovável do México, realizado nos dias 15 e 16 deste mês na capital deste país.

“É preciso analisar o custo do impacto ambiental das alternativas energéticas, especialmente se for considerado um cenário global em que a economia transita para soluções mais baixas em carbono”, afirmou Ventura.


 BRASIL 
 
 Exposto efeito estufa de hidrelétricas amazônicas


RIO DE JANEIRO, 21de maio de 2012 (Tierramérica).- A construção de 22 hidrelétricas na Amazônia, prevista para os próximos oito anos, causará a emissão de 152 milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, afirma um novo estudo.

A formação das represas dessas centrais exigirá o desmatamento de 1.500 quilômetros quadrados de sete áreas de preservação ambiental (APA), equivalentes à superfície da cidade de São Paulo, indica o estudo do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgado no dia 11 deste mês.

Um decreto provisório, em tramitação no Congresso para virar lei, autoriza esse desmatamento. Contudo, não foram feitos os estudos de impacto ambiental necessários para executar as obras, assegura o Imazon.

“Reduzir as APAs sem esses estudos e consultas públicas é violar a legislação ambiental e abrir precedentes para futuros casos”, disse ao Terramérica a pesquisadora Elis Araújo, do Imazon.


 AMÉRICA LATINA 
 
 Liderança climática de grandes cidades


BUENOS AIRES, 21de maio de 2012 (Tierramérica).- Entidades sociais e políticas e empresas de Buenos Aires, Cidade do México e de São Paulo, as três cidades mais povoadas da América Latina, se reuniram na capital argentina para promover lideranças na mudança climática.

“O objetivo é promover uma discussão multissetorial entre as cidades, que nos permita tirar a questão da mudança climática do imobilismo em que se encontra”, disse ao Terramérica o ativista Juan Carlos Villalonga, da organização argentina Los Verdes.

O encontro “Para uma agenda conjunta entre as cidades de Buenos Aires, México DF e São Paulo. Promovendo lideranças e cidadania climática” aconteceu entre 16 e 20 deste mês, convocado pela argentina Fundação Ambiente e Recursos Naturais, a Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças e o Instituto de Biologia da Universidade Autônoma do México.


*Fonte: Inter Press Service.
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