BUENOS AIRES, 4 de junho de 2012 (Tierramérica).- Arquitetos da Argentina criaram tijolos para a construção de casas utilizando as abundantes cinzas que caíram há um ano no sul deste país pela erupção do complexo vulcânico Puyehue-Cordón Caulle.
Os tijolos podem ser usados para “divisões, paredes e, com algumas melhorias, suportar o peso de um teto”, informou ao Terramérica uma de suas criadoras, a arquiteta Marianela Romero, da Universidade Nacional de Rio Negro.
A fabricação é “eficiente”, disse Marianela, porque não exige cozimento em altas temperaturas, o que é contaminante. Também são “bons isolantes térmicos”, destacou.
Bariloche, na província de Rio Negro, e Villa La Angostura, na vizinha Neuquén, foram as cidades mais afetadas por milhões de toneladas de cinzas e areias vulcânicas da erupção que começou em 4 de junho de 2011.
HONDURAS
Comunidades plantam árvores
TEGUCIGALPA, 4 de junho de junho (Tierramérica).- A capital de Honduras e a cidade de Choluteca lideram um projeto de conscientização ambiental baseado no reflorestamento de nascentes de água e zonas desmatadas.
Em Tegucigalpa, a iniciativa é impulsionada pela secretária municipal Doris Gutiérrez, sobretudo na colônia San Francisco, uma localidade pobre cujos moradores plantaram em três anos mais de três mil árvores para recuperar áreas verdes e a reserva de água de Los Laureles.
Claudia de Soriano, da Fundação Choluteca Solidária, disse ao Terramérica que este ano serão plantadas nesta cidade 2.500 árvores, entre madeireiras, frutíferas e ornamentais.
BRASIL
Mata Atlântica continua perdendo vegetação
RIO DE JANEIRO, 4 de junho de 2012 (Tierramérica).- Entre maio de 2010 e maio de 2011 foram perdidos 133 quilômetros quadrados do devastado bioma florestal costeiro do Brasil, segundo dados da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Aeroespaciais.
O ritmo do desmatamento diminuiu em relação à média anual de 155 quilômetros quadrados registrados entre 2008 e 2010, mas continua sendo grave porque afeta a Mata Atlântica, um bioma que ocupava extensa área costeira e da qual sobrevivem apenas 7,9% de sua vegetação original.
Minas Gerais e Bahia são os Estados que mais desmataram no período investigado, e suas florestas foram substituídas por plantações de eucalipto, segundo dados baseados em imagens obtidas por satélite.
“O desmatamento se manter estável não é bom. Além disso, as nuvens frequentemente atrapalham o monitoramento via satélite. A realidade pode ser pior, já que alguns lugares mais nublados são justamente os mais devastados”, indicou ao Terramérica Marcia Hirota, uma das diretoras da SOS Mata Atlântica.
A informação foi divulgada dia 29 de maio no Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica.
MÉXICO
Criada instância de diálogo climático
CIDADE DO MÉXICO, 4 de junho de 2012 (Tierramérica).- Cinco organizações da sociedade civil formaram a Mesa Nacional Indígena-Camponesa para tomar decisões sobre mudança climática, desmatamento e degradação do solo.
“A construção de propostas responde aos interesses de comunidades locais e povos indígenas, baseados no bem viver, sob o direito ao consentimento prévio, livre e informado”, afirmou ao Terramérica a representante da Rede Indígena de Turismo do México, Gisela Flores, uma de suas fundadoras.
O eixo das ações é a Estratégia Nacional REDD+ (Redução de Emissões de Carbono Causadas pelo Desmatamento e pela Degradação das Florestas), que o governo mexicano se prepara para implantar.
Organizações indígenas denunciam que não foram levadas em conta na elaboração desse plano, que tem cinco projetos-piloto nos territórios com maior desmatamento. *Fonte: Inter Press Service.