CARACAS, 2 de julho (Tierramérica).- Artistas, cientistas, professores e empresários do Estado venezuelano de Zulia criaram uma fundação para formar um Museu Ecoturístico do Lago de Maracaibo, o maior da América do Sul, com cerca de 12 mil quilômetros quadrados.
Epicentro da bacia petrolifera mais produtiva da região durante o século XX, “foi apenas em 2004, quando apareceu a lemna - lentilha aquática que cobriu parte da superfície -, com sua mancha verde e mau cheiro, que os moradores de Maracaibo e outras cidades ribeirinhas sentirem que, durante várias gerações, vivemos de costas para o Lago”, disse ao Terramérica a artista Lía Bermúdez, incentivadora do projeto.
Será realizado um concurso internacional para construir uma palafita – a imagem das ancestrais moradias lacustres sobre paus –, que sirva de centro de promoção turística e ambiental, acrescentou.
BRASIL
Etanol para produzir plástico
SÃO PAULO, 2 de julho (Tierramérica).- O Brasil utilizará o etanol de cana-de-açúcar para elaborar polietileno de alta densidade, utilizado em embalagens e peças de veículos. A tecnologia é desenvolvida pela petroquímica Braskem.
O polietileno verde tem as mesmas características físico-químicas do polietileno da nafta de petróleo”, explicou ao Terramérica Antonio Morschbacker, responsável de Biopolímeros na empresa. A produção em escala industrial começará no final de 2009.
O polímero verde já está certificado pelo laboratório internacional Beta Analytic, comprovando que sua matéria-prima é toda renovável e contribui para a redução de carbono na atmosfera. A localização da usina-piloto ainda não foi anunciada.
CHILE
Preocupação com lixões clandestinos
SANTIAGO, 2 de julho (Tierramérica).- Na região metropolitana de Santiago existem mais de 340 lixões clandestinos e ilegais, que ocupam cerca de nove quilômetros quadrados, onde poderiam ser construídos dois mil campos de futebol, concluiu um estudo feito pela Universidade Nacional Andrés Bello (Unab, privada).
Cerca de 80% do lixo existente nesses locais corresponde a resíduos domiciliares.
“No Chile, falta uma política séria que aborde o tema dos lixões ilegais”, disse ao Terramérica Carlos Rungruangsakorn, acadêmico da Unab, que considera necessárias normas para punir, inclusive com prisão, os que tenham microlixões; dar educação ambiental à população e que os municípios cumpram seu trabalho de fiscalização.
Na região, vivem 40% dos 16 milhões de habitantes do Chile. *Fonte: Inter Press Service.